"Ter duas pernas às vezes me parece pouco"
EDUARDO GALEANO
( em "Vagamundo" )
Na eleição de 2026 são 54 as vagas em disputa para a recomposição da chamada Câmara Alta do Congresso Nacional - o Senado da República.
Além de suas múltiplas ATRIBUIÇÕES LEGISLATIVAS E FISCALIZADORAS, o ART. 52 da Constituição Federal dá a esta Casa ATRIBUIÇÕES PRIVATIVAS de:
-Processar, julgar e chegar ao impedimento do Presidente da República, de Ministros de Estado, de Ministros do Supremo Tribunal Federal, do Procurador Geral da República, do Advogado Geral da União e de membros do Conselho Nacional de Justiça.
-Aprovar ou reprovar indicações da Presidência da República para o Supremo Tribunal Federal, Tribunal de Contas da União, Direção do Banco Central, Procuradoria Geral da União, Embaixadores e Dirigentes de Agências Reguladoras.
Dentro de suas ATRIBUIÇÔES LEGISLATIVAS, encontra-se a de dar a última palavra sobre Projetos de Lei aprovados pela Câmara dos Deputados.
Poderosa a Casa. E, historicamente, mais inimiga do que amiga do povo. Que o digam, por exemplo, o golpe contra Dilma em 2016 e a protelação criminosa com o Projeto de Lei que acaba com a escala de trabalho 6/1 já aprovado na Câmara do Deputados agora em 2026.
Fundamental seria, por isso, aproveitar a oportunidade eleitoral do momento e colocar a disputa por espaço dentro dela como prioridade para os partidos da esquerda política. Embora nos discursos esteja posta tal necessidade, parece que, na prática, não é o que está acontecendo. Uma matéria sobre o tema, publicada ontem, 10 de setembro, na Revista Carta Capital , baseada nas pesquisas eleitorais realizadas até aqui, mostra que, se a eleição fosse hoje, teríamos um Senado pior do que o atual. No RS, teríamos Marcel Van Hattem ( Partido Novo, extrema direita ) como o candidato mais votado. E, no Brasil, só o PL, estaria elegendo 11 enquanto o PT estaria elegendo apenas 8. Lá dentro, esperam os eleitos 9 senadores do PL e 3 senadores do PT. Ficaríamos assim no total em 2027, 20 senadores do PL e 11 do PT.
MAS A ELEIÇÃO NÃO É HOJE. AINDA ESTÃO ROLANDO OS DADOS.
Intensificar a campanha ao Senado, que será decisivo para a resistência democrática e para LULA IV, sem deixar de lado as candidaturas proporcionais, é o desafio a ser enfrentado.
Que não haja ilusões. O golpe continua golpeando. E a luta hoje é onde estiver cada uma e cada um que sabe disso.
MARIA
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